Allison Vaz – Bateria para Todos

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Allison Vaz, nasceu no Rio de Janeiro e cresceu em Belo Horizonte, num universo musical rico e variado. Seu pai o renomado baterista Don Vaz, atuou ao lado de grandes nomes da música brasileira e tornou uma referência para geração de instrumentistas no Brasil. O amor pela bateria e seus rudimentos seria o caminho natural para um garoto que sempre sonhou trilhar os caminhos do pai. Desde então vem se dedicando a estudos, trabalhos em estúdios e a acompanhar artistas como os cantores Wilson Sideral e Rogerio Flausino, do grupo Jota Quest.

Para compartilhar seu conhecimento e transmitir o legado deixado pelo pai, Allison, criou um projeto chamado “Bateria Para Todos”, que busca popularizar a bateria junto a um público amador, que nunca teve acesso ou contato com a pratica musical.

Direto de Belo Horizonte, Allison Vaz, nos conta um pouco de sua trajetória e do seu projeto “Bateria para Todos”.

1. Você é filho de um dos grandes nomes da bateria no Brasil, como foi seu começo? Com quantos anos começou seus estudos?

Então,a musica veio desde criança com influencia de meus pais,pois alem de ser filho do baterista Dom Vaz,minha falecida mae ja trabalhou em radio e trabalhou com produçao na decada de 60.

Na adolescencia tive bandas final anos 80 mas firmei como profissional mesmo quando entrei na banda do Wilson Sideral em 1998.

2. Ter uma referência dentro de casa ajuda ou ofusca mais?

Se souber procurar seu estilo, estudar, caminhar com próprias pernas ai sim, ajuda.

3. Você nasceu no Rio de Janeiro mas cresceu em BH, de que forma a cidade influenciou sua musicalidade?

Bom o Rio de janeiro influenciou e até hoje influência, pois os artistas que meu pai tocou a maioria era do Rio como Jorge Ben, Tim Maia, Maria Creuza, Antonio Carlos e Jocafi, etc.

Tive influencias de samba de raiz, soul, rock and Roll e jazz, isso contribuiu pra minha formação.

Mais tarde com meus 19 anos de idade, comecei a colecionar vinil e descobri o Clube da Esquina.

Foi uma grande descoberta! Nesta mesma época aprofundei também a pesquisa pelos tambores de Minas. Desde então tenho uma influência maior de Belo Horizonte, a música mineira de Toninho Horta e Beto Guedes. 

4. Me fale de sua experiência como baterista profissional, quantos discos lançados?

Gravei mais de 20 discos e 3 DVDs, com artistas como: Tianastacia, Wilson Sideral, Ale Magalhães, Kiko Zambhianchi, Groove Das Ruas, Rogerio Flausino (Jota Quest), Tambolelê e participei de programas em muitas emissoras de televisão, isso me deu a bagagem necessária para implantar o Bateria Para Todos. Atualmente sou integrante da banda Super Máquina.

5. Você criou um dos projetos mais interessantes que tivemos contato nos últimos tempos, o “Bateria para todos”, como ele começou?

A ideia do Bateria para todos veio devido da falta que fazia um projeto que estava parado, o grupo de percussão Groove Das Ruas, da qual eu gostava muito. Ai pensei: farei algo que atenda também a parte social mas que eu possa fazer sozinho e em lugares com uma estrutura mais fácil e menor. Passei por centros culturais, aglomerados, presídios, escolas públicas e privadas, programas de TV. Subo no palco eu, a bateria e um notebook. Acompanho músicas de alguns artistas conhecidos do grande público, do rock, ao samba, passando ritmos regionais e abro para perguntas. O público a maior parte é formado não por músicos embora tenho uma versão mais técnica para bateristas e escolas de músicas. Comecei o Bateria pra todos mais firme em 2014 já vamos para décima segunda apresentação. 

6. O começo foi difícil? Ou você recebeu algum incentivo do governo ou inciativa privada? De alguma marca ligada ao instrumento?

Não estou no momento com nenhum patrocínio certo. Arrumo um apoio aqui outro ali esporadicamente. Algum jornalista parceiro, alguma uma revista como a Diversidade Brasil, consigo um som de um chegado, sempre rola um programa de rádio e TV que ajuda. E assim vou caminhando. Mas no meio do ano estarei entrando na lei Rouanet e no fundo de cultura pra buscar uma estrutura melhor.

7. Vejo que você realiza workshops em locais para muito inusitados como presídios, qual o sentimento em realizar um workshop num lugar como esse?

Sim fiz 6 “Bateria Para Todos” em presídios. A diferença é que lá tudo tem regras e tenho uma equipe além da equipe de som. Tenho um apoio do Git (Grupo de Intervenções Tática) mais o pessoal lá de dentro. Mas o principal é o respeito dos detentos comigo e eu com eles. Sendo assim não há menor problema.

8. E como você enxerga o futuro do Projeto?

Eu enxergo fazendo ele em todo Brasil e já tive um contato também para fazer ele na Europa mas ainda é algo que está engatinhando.

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